terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Maior nome da cenografia no Brasil ministrará oficina no Teatro Deodoro

Teatro Deodoro e Funarte trazem a Maceió
oficina de cenografia com José Dias




Numa parceria entre a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas e FUNARTE, será realizada uma oficina de cenografia com um dos maiores nomes da área José Dias, entre os dias 10 e 13 de dezembro, das 09 às 14h. Artistas, cenógrafos e cenotécnicos de Alagoas terão a oportunidade de participar de uma oficina com o profissional com larga experiência em teatro e TV, tanto na dramaturgia como no entretenimento.






Mestre e Doutor pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, José Dias é Professor Titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na UNIRIO, foi Chefe do Departamento de Cenografia da Escola de Teatro (de 1974 a 1996), onde atualmente ministra curso no Programa de Pós-Graduação em Teatro. Como cenógrafo e figurinista, já participou de mais de 380 espetáculos, a maioria deles no Rio de Janeiro e em São Paulo, tendo alguns deles excursionado pelo Brasil e exterior.






Essa parceria entre a DITEAL e Funarte já trouxe a Maceió, no mês passado, a oficina de Iluminação Cênica, com Ronaldo Costa, que foi muito bem recebida pelos participantes, e agora um outro segmento está sendo prestigiado. Segundo o Diretor Artístico da DITEAL Alexandre Holanda: “É de fundamental importância se fazer comprometido com ações que venham contribuir com o incremento da produção artística dos espetáculos produzidos em Alagoas, depois da oficina de iluminação realizada em novembro, trazemos a oficina de cenografia... temos absoluta certeza que o investimento justifica o retorno que inevitavelmente alcançaremos, viabilizando que profissionais como José Dias estejam aqui em Alagoas, e tragam através de sua experiência o incremento na informação e formação para nossos técnicos da área.”, concluiu.






José Dias, por e-mail, escreveu: “O prazer é todo meu. Estarei aí para ministrar esta oficina com a maior honra, pois passar meus conhecimentos é sempre um ato de amor pela minha arte, e sempre faço com muita felicidade. Bem, vamos lá!”, declarou o oficineiro.

Como o número de vagas é mínimo, apenas 20, vários grupos e instituições foram contatadas para disponibilizarem interessados em participar, já que o objetivo é capacitar e aperfeiçoar a mão-de-obra no estado, pois em outro momento acontecerão outras iniciativas do tipo para um público mais diversificado.

Mais sobre o Cenógrafo José Dias


Da qualidade desses trabalhos resultaram indicações e prêmios: para o Mambembe, em 1983, pela cenografia de Besame mucho, de Mário Prata (RJ); em 1984 (SP) e 1986 (RJ) pela cenografia de Dueto para um só, de Tom Kempinski; para prêmios Mambembe e Molière, em 1987, pelo trabalho Um piano a luz da lua, de Paulo Cesar Coutinho (RJ); em 1984, recebeu o prêmio Mambembe, pela cenografia de Simon/Simon, de Isaac Chocron (RJ); em 1985, recebeu o prêmio IBEU de teatro (RJ) com a peça Este mundo é um hospício, de Joseph Kesselring; em 1989 o prêmio Molière pela arquitetura cênica de A trágica história de Dr. Fausto, de Christopher Marlowe (RJ), convalidado pela Congregação da Escola de Belas Artes (UFRJ) com o prêmio Medalha de Ouro e Prêmio Viagem; em 1992, o prêmio Shell de melhor cenografia por seus trabalhos: Romeu e Julieta, de William Shakespeare e Comunicação a uma academia, de Franz Kafka (RJ). Em 1994 o prêmio Oscarito (SATED) como melhor cenógrafo do ano no Rio de Janeiro. Indicado para os prêmios Shell no primeiro e segundo semestres de 1995- e Mambembe no primeiro semestre de 1995 (RJ).

Em 1996, os prêmios Mambembe e Shell como melhor cenógrafo de 1995 pela cenografia de Lima Barreto ao 3º dia, de Luis Alberto de Abreu e Édipo Rei, de Sófocles (RJ). Em 1996, indicado para o prêmio Cultura Inglesa (RJ) com o espetáculo São Hamlet inspirado no Hamlet de William Shakespeare. No primeiro semestre de 1997, indicado para o prêmio Shell (RJ) pela cenografia de Cartas Portuguesas, de Mariana Alcoforado. Em 1997, ganhou o prêmio Mambembe com a cenografia de Divinas Palavras, de Ramon Del Valle Inclán (RJ). Em 1998, indicado no primeiro semestre para o prêmio Cultura Inglesa de Teatro (RJ). Em 1999 foi laureado com os prêmios: Cultura Inglesa de Teatro e Paschoalino com os espetáculos: A profissão da Senhora Warren, de Bernard Shaw e Romeu e Julieta, uma história de amor, de Ariano Suassuna (RJ). Indicado no segundo semestre de 1999 para o prêmio Shell, com o espetáculo Bispo Jesus do Rosário – A via sacra dos contrários, de Clara Góes (RJ). Em 2002, recebeu em Fortaleza, Ceará, o prêmio Waldemar Garcia, ainda neste ano foi diplomado como Conselheiro Emérito do Conselho de Minerva da Universidade do Brasil - UFRJ, e agraciado com o Diploma de Amigo do CEP – Centro de Estudos de Pessoal – Exército Brasileiro – Ministério da Defesa. Em 2003 ganhou o Prêmio Shell pela cenografia de Teresa D’Avila, a Santa Descalça, de Fidelys Fraga (RJ) e foi agraciado com a Medalha Pedro Ernesto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 2004, laureado com o Título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Em 2006, recebe o Título de Aluno Eminente da Congregação do Colégio Pedro II – RJ. Em 2009, agraciado com o Diploma de Amigo da ESG – Escola Superior de Guerra – Exército Brasileiro – Ministério da Defesa. Em 2009 é Laureado pela International Biographical Center, de Cambridge, England, com o Título “ Top 100 Educators” pelas realizações na área das artes.

Em sua passagem pela televisão, trabalhou na extinta TV Tupi (1972-1973), mas foi na TV Globo que deixou trabalhos importantes, onde esteve de 1974 a 1989, sendo responsável pela cenografia dos casos especiais (O silêncio é de ouro, Feliz aniversário, Ciranda cirandinha, Jorge um brasileiro, A morte e a morte de Quincas berro d’água, entre outros) e do seriado O Bem Amado. Participou também da equipe de cenógrafos de novelas (Gabriela, A Escalada, O Grito, Bravo, Saramandaia) e ocupou o cargo de Cenógrafo Chefe do Setor de Montagens naquela emissora, entre 1979 e 1981. Foi ainda responsável pela cenografia de Casos Verdades (1985), Teletema (1986). Na linha de show, participou de Chico Total (1981) e Fantástico (1987-1989). Além do teatro e televisão é também Diretor de Arte e Cenógrafo de cinema, filmes institucionais e comerciais.

Durante anos, prestou assessoria técnica ao antigo INACEM (FUNARTE), nas reformas, construções e adaptações de teatro em vários estados do país. No Rio de Janeiro, foi responsável pelos projetos de reformas dos teatros: Gláucio Gill, Cidade, Ipanema e Sala Yan Michalski. Suas mais recentes atividades nesta área são os projetos do teatro do Planetário da Gávea (RJ), transformando-o em arena, Teatro Miguel Falabella (Norte Shopping – RJ), Teatro do Centro Cultural do Palácio da Justiça Federal (RJ), Teatro São Mateus (ES), Teatro Pedro Calmon (Ministério do Exército – DF), Teatro do Palácio Rio Negro (Manaus - AM), Sala Multiuso – SESC. Copacabana, Centro Cultural Solar de Botafogo (RJ), Centro Cultural Goiânia Ouro (Goiás) e Consultoria técnica para o Centro Cultural Tom Jobim (RJ). Consultoria técnica para o Teatro Oi Casa Grande – RJ. Consultor Técnico para Caixa Cênica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou como delegado na Quadrienal de Cenografia de Praga, República Tcheca em 1999.

"Falar sobre cenografia é um prazer muito grande porque às vezes eu me pergunto se as pessoas entendem cenografia como arte, linguagem e técnica. Se elas sabem que cenografia de televisão, cinema e teatro são três linguagens completamente diferentes. As pessoas confundem cenografia com decoração. Não tem nada que ver. Cenografia é mais sentimento, é algo que leva tempo, não é uma coisa pré-estabelecida, que você pega o texto e faz de uma hora para a outra o desenho e entrega ao produtor e diretor. Isso não é cenografia. Cenografia não é o que vocês veem, hoje, em televisão. Ela não pode ser bela, não pode roubar a cena, tem que ser funcional e ter praticidade. Como é que ela nasce? Nasce desse sentimento. É um trabalho árduo e sofrido. Por quê? Porque quando pego o texto, faço a primeira leitura, a segunda, a terceira, e aí vou trabalhando esse texto, mergulhando e quase me torno um personagem dessa estória. Só que não posso preestabelecer nada. Não posso chegar para o ator, pois ele vai me perguntar qual é o seu espaço. Não posso dizer para ele, porque da mesma forma que ele está no processo de construção do seu personagem, eu estou no processo de construção do meu espaço cênico, que só vai se caracterizar a partir de uma ação dramática. Então, tudo tem um tempo."


José Dias
Cenógrafo

Serviço:
Oficina de Cenografia
Oficineiro: José Dias
De 10 a 13 de dezembro
Das 09 às 14h
Teatro Deodoro
Informações: (82) 3315-5665
http://www.teatrodeodoro.al.gov.br/
ascomteatro.blogspot.com
Inscrições gratuitas encerradas

Nenhum comentário:

Postar um comentário